sexta-feira, 26 de julho de 2013

Lost in Lisbon (parte 1)




Escher...

A primeira impressão que tive sobre Lisboa foi a de estar em um labirinto criado por Jorge Luis Borges ou em desenho de Escher.  Pode ser só uma sensação devido aos inúmeros e intrincados percursos feitos a pé e de bondinho, chamados pelos portugueses de elétricos. Desde o primeiro instante senti-me desorientada, andando em círculo, com uma forte sensação de que acabava sempre no mesmo ponto de onde havia partido. Quando andei de carro essa sensação piorou. Nosso motorista nos disse, muito claramente, que as ruas de mão única, somadas às colinas e as ruas estreitas, os prédios grudados uns aos outros - sem muito espaço para que o céu desse o ar da graça - faziam com que andássemos realmente em círculos e aumentasse meu desespero. Pensava em deixar migalhas de pão pelo caminho, tal qual João e Maria, mas lembrava das pombas, que não eram poucas e fariam meu plano fracassar... Ou talvez desenrolar um fio do novelo de Ariadne... Nada disso. O tempo passou e com a ajuda de minhas amigas consegui retornar (quase) sã e salva a minha casinha no Brasil. A cabeça ainda gira (não a “gira” portuguesa, mas a brasileira). Preciso de tempo para assimilar essas e outras ideias. As imagens estão sendo processadas...As histórias, idem. Fotos em breve. Abraços.

domingo, 21 de julho de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

o fazer poético





(...)
A folha branca é a tradução
mais aproximada do nada.
por que romper essa pureza
com palavra não milpesada?

A folha branca não aceita
senão a que acha que a merece:
essa só sobrevive ao fogo
desse branco que é gelo e febre.

- João Cabral de Melo Neto

segunda-feira, 18 de março de 2013

Um Caminho de Expressão




Novos começos: curso no Atelier Livre de Porto Alegre, Um caminho de Expressão, com a profª Daisy Viola.
Sinopse: Encontrar e vivenciar o processo criativo individual, através do desenho e da pintura usados como linguagem.
Grandes Expectativas!

Odisseia

Hermes e Athena, c. 1585, Fresco Castle, Prague

Durante os últimos quatro anos e meio estive envolvida em um projeto, que a alguns pode parecer de fácil resolução, mas que para mim, com meu histórico de (in)disciplina foi dificílimo. 

Tempo de pensar sobre a vida, a arte, os (des)amores, as escolhas feitas e sobre o caminho navegado e o caminho a seguir.

Acostumada a  ter o controle da situação, de saber onde e quando chegar aos meus objetivos, deparei-me com algo insólito: o leme não estava em minha mãos. 

Por mais que quisesse e me esforçasse, não dependia mais de mim, tudo que pude fazer foi deixar que o vento e as marés me conduzissem ao seu sabor por todo esse tempo. 

Porém, como toda tempestade, um dia ela acaba... e esse é o caso.

Com a ajuda dos deuses do Olimpo, ou não, chego ao fim dessa jornada tal qual Ulisses em sua odisseia, contabilizando as marcas na corpo e na alma deixadas pelas lutas com monstros reais e imaginários, os amigos mortos e feridos ao longo da viagem, as conquistas ínfimas, o tempo ganho ou perdido. 

Que a deusa Athena me proteja!